Costanza Pascolato.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Elegância por Constanza Pascolato
"Costumo dizer que elegância é simplesmente adequação-ao seu corpo, à sua personalidade, ao seu estilo de vida, à sua idade, à sua profissão, à sua casa, a seus interlocutores, ao seu jeito de ser. Nada mais elegante do que uma mulher alinhadíssima -na roupa, nos movimentos, no jeito de se dirigir ao outro - , que parece conseguir esse resultado sem muitos esforços. Em contrapartida, nada mais deselegante, inadequado, do que uma mulher contida, tímida, "amarrada" num vestido exuberante e sexy. Ou a contrário: a exuberante, naturalmente sexy, festiva, inadequadamente tentando disfarçar essas caracteristicas numa roupa muito bacana, mas que a incomoda pela sobriedade. Aquela imagem, enfim, do elefante usando sapatilhas de bailarina. Inviável, mesmo no desenho mais animado."
Tudo é uma questão de PELE
O MAIOR ÓRGÃO DO CORPO
Na vida, tudo é uma questão de pele, você vai descobrir lendo este texto inédito de Rubem Fonseca.
Todo mundo sabe qual é o maior órgão do corpo humano. Mas todos sabem que a importância desse órgão equivale à do coração? O tamanho deles é diferente, o coração tem treze centímetros de comprimento por nove de largura e seis de espessura; pesa entre 250 e 350 gramas. O outro pesa cerca de vinte vezes mais. Claro que estamos falando da pele.
Mas isso é um órgão? Não é um troço para a gente bronzear na praia e passar creme para compensar as rugas do envelhecimento? Uma espécie de roupa, que deve ser limpa, cheirosa e colorida? Uma conectiva, uma transferência de informação para o mundo exterior? "Ei! pessoal, sou ainda uma mulher jovem."
A pele até que pode desempenhar esse papel, sendo tão rica e multifária. Antes de mais nada, é dotada de uma opulência de terminais nervosos que a torna um importante órgão sensorial, fonte do primeiro dos nossos cinco sentidos – o tato. Ou seja, joga no mesmo time do olho, do ouvido, da língua e do nariz. Mas essa é a menor de todas as suas virtudes. A pele nos protege contra agressões químicas e físicas, age como um filtro permitindo uma infinidade de mutações biológicas sintetizando vitaminas essenciais ao crescimento, além da calcificação dos ossos. E finalmente os vasos sanguíneos que a cobrem mantêm a nossa temperatura constante e permitem o processo de exalação, através dos poros, de partículas líquidas, isso que chamam de transpiração. Resumindo, a pele protege, metaboliza, harmoniza, informa.
Mas ela tem vários inimigos. Talvez o pior deles seja a moda, as variações culturais que influenciam a indumentária, a fala, a recreação. Outros órgãos também são afetados pela moda: pulmão, coração, fígado – cigarro, batata frita, uísque – mas nenhum deles é tão agredido quanto a pele. Por um simples motivo: ninguém está feliz com a pele que tem e acham que ela, como uma peça de vestuário, pode ser tingida, esticada, alinhavada, trocada.
Já escrevi e reescrevi (esse assunto é uma idéia fixa minha) que, antigamente, no nosso país, as mulheres não saíam à rua sem uma sombrinha que as protegesse do sol. E os homens usavam chapéus de palha. Hoje achar uma sombrinha para comprar é muito dificil e chapéu de palha só conheço uma pessoa que usa, aliás um cara elegante que entende muito de vinhos. O que aconteceu? Mais uma daquelas influências culturais americanas idiotas. Nos States, a pessoa suntanned, bronzeada, era tida como de elite, alguém que passava as férias e/ou os fins de semana na Califórnia ou na Flórida, não tinha aquela palidez dos fodidos que moravam no norte do país. Então, como macacos colonizados, copiamos isso e jogamos as sombrinhas e os chapéus de palha no lixo e decidimos ficar todos bronzeados, com cara de proprietários de coberturas na praia.
O certo é deixar a pele com sua tonalidade natural. Uma pele assim é sempre atraente, não importa o matiz. (E a beleza física está mais na estrutura óssea do que na pele). Aqui, no mundo ocidental, apesar dos riscos de câncer de pele, as pessoas querem ficar bronzeadas. As praias na minha cidade começam a receber sua maior afluência a partir das onze horas quando o sol está mais virulento e essa massa ignara deita-se em toalhas e vai rolando o corpo para receber o sol, como um frango de padaria girando no espeto. Em outras partes do mundo, ocorre o oposto, as pessoas querem clarear a pele. (As gueixas pintavam a pele de branco). Acabo de ler uma matéria sobre a Índia em que essa moda tornou-se compulsiva, as mulheres de compleição mais escura têm dificuldade de arranjar namorados e maridos, e até mesmo certos empregos. O negócio dos cosméticos que se propõem a clarear a pele atingiu duzentos e cinqüenta milhões de dólares anuais e continua crescendo. Já existem 60.000 salões de beleza especializados em branquear a pele, que usam, entre outros métodos, máquinas que emitem rajadas fortes de areia fina projetadas sobre a pele com a finalidade de branqueá-la. Mais uma vez é um imperativo da moda, condicionado por valores culturais, no caso estabelecidos pelos colonizadores caras pálidas ingleses. Os de pele escura são vistos como cidadãos de segunda classe, humildes trabalhadores da gleba, que evidentemente ficam expostos ao sol.
Em síntese: Nesse específico festival de estupidez cultural quem tem se ferrado, de maneira consistente, é a pele, esse grande e importante órgão do nosso corpo.
Você esta torcendo para fazer sol no fim de semana?
tags: Rio de Janeiro RJ literatura pensamentos-imperfeitos o-maior-orgao-do-corpo 2006 rubem-fonseca rubem-lado-b
Na vida, tudo é uma questão de pele, você vai descobrir lendo este texto inédito de Rubem Fonseca.
Todo mundo sabe qual é o maior órgão do corpo humano. Mas todos sabem que a importância desse órgão equivale à do coração? O tamanho deles é diferente, o coração tem treze centímetros de comprimento por nove de largura e seis de espessura; pesa entre 250 e 350 gramas. O outro pesa cerca de vinte vezes mais. Claro que estamos falando da pele.
Mas isso é um órgão? Não é um troço para a gente bronzear na praia e passar creme para compensar as rugas do envelhecimento? Uma espécie de roupa, que deve ser limpa, cheirosa e colorida? Uma conectiva, uma transferência de informação para o mundo exterior? "Ei! pessoal, sou ainda uma mulher jovem."
A pele até que pode desempenhar esse papel, sendo tão rica e multifária. Antes de mais nada, é dotada de uma opulência de terminais nervosos que a torna um importante órgão sensorial, fonte do primeiro dos nossos cinco sentidos – o tato. Ou seja, joga no mesmo time do olho, do ouvido, da língua e do nariz. Mas essa é a menor de todas as suas virtudes. A pele nos protege contra agressões químicas e físicas, age como um filtro permitindo uma infinidade de mutações biológicas sintetizando vitaminas essenciais ao crescimento, além da calcificação dos ossos. E finalmente os vasos sanguíneos que a cobrem mantêm a nossa temperatura constante e permitem o processo de exalação, através dos poros, de partículas líquidas, isso que chamam de transpiração. Resumindo, a pele protege, metaboliza, harmoniza, informa.
Mas ela tem vários inimigos. Talvez o pior deles seja a moda, as variações culturais que influenciam a indumentária, a fala, a recreação. Outros órgãos também são afetados pela moda: pulmão, coração, fígado – cigarro, batata frita, uísque – mas nenhum deles é tão agredido quanto a pele. Por um simples motivo: ninguém está feliz com a pele que tem e acham que ela, como uma peça de vestuário, pode ser tingida, esticada, alinhavada, trocada.
Já escrevi e reescrevi (esse assunto é uma idéia fixa minha) que, antigamente, no nosso país, as mulheres não saíam à rua sem uma sombrinha que as protegesse do sol. E os homens usavam chapéus de palha. Hoje achar uma sombrinha para comprar é muito dificil e chapéu de palha só conheço uma pessoa que usa, aliás um cara elegante que entende muito de vinhos. O que aconteceu? Mais uma daquelas influências culturais americanas idiotas. Nos States, a pessoa suntanned, bronzeada, era tida como de elite, alguém que passava as férias e/ou os fins de semana na Califórnia ou na Flórida, não tinha aquela palidez dos fodidos que moravam no norte do país. Então, como macacos colonizados, copiamos isso e jogamos as sombrinhas e os chapéus de palha no lixo e decidimos ficar todos bronzeados, com cara de proprietários de coberturas na praia.
O certo é deixar a pele com sua tonalidade natural. Uma pele assim é sempre atraente, não importa o matiz. (E a beleza física está mais na estrutura óssea do que na pele). Aqui, no mundo ocidental, apesar dos riscos de câncer de pele, as pessoas querem ficar bronzeadas. As praias na minha cidade começam a receber sua maior afluência a partir das onze horas quando o sol está mais virulento e essa massa ignara deita-se em toalhas e vai rolando o corpo para receber o sol, como um frango de padaria girando no espeto. Em outras partes do mundo, ocorre o oposto, as pessoas querem clarear a pele. (As gueixas pintavam a pele de branco). Acabo de ler uma matéria sobre a Índia em que essa moda tornou-se compulsiva, as mulheres de compleição mais escura têm dificuldade de arranjar namorados e maridos, e até mesmo certos empregos. O negócio dos cosméticos que se propõem a clarear a pele atingiu duzentos e cinqüenta milhões de dólares anuais e continua crescendo. Já existem 60.000 salões de beleza especializados em branquear a pele, que usam, entre outros métodos, máquinas que emitem rajadas fortes de areia fina projetadas sobre a pele com a finalidade de branqueá-la. Mais uma vez é um imperativo da moda, condicionado por valores culturais, no caso estabelecidos pelos colonizadores caras pálidas ingleses. Os de pele escura são vistos como cidadãos de segunda classe, humildes trabalhadores da gleba, que evidentemente ficam expostos ao sol.
Em síntese: Nesse específico festival de estupidez cultural quem tem se ferrado, de maneira consistente, é a pele, esse grande e importante órgão do nosso corpo.
Você esta torcendo para fazer sol no fim de semana?
tags: Rio de Janeiro RJ literatura pensamentos-imperfeitos o-maior-orgao-do-corpo 2006 rubem-fonseca rubem-lado-b
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Pílulas que deixam a pele mais bonita, o cabelo mais saudável e pernas sem celulite: saiba mais sobre essas cápsulas preciosas.
As mulheres sempre sonharam com uma maneira simples e fácil de cuidar da beleza. A ideia de uma fórmula mágica, que impacta na aparência, está presente nas mais diferentes culturas e épocas. Uma das lendas mais conhecidas é a da fonte da juventude. Na Idade Média, ela se disseminou de tal forma na Europa que Cristóvão Colombo foi incumbido pela realeza de tentar encontrá-la na América. Mas o que até pouco tempo parecia só fazer parte do mundo da ficção começou a surgir nas prateleiras das redes de farmácia da vida real. De 2008 para cá, produtos que asseguram em suas embalagens combater todo tipo de problema estético — rugas, celulite, gordura localizada, cabelo sem volume — não param de ganhar espaço no mercado.
Não há dúvida de que as promessas são tentadoras. Mas esses remédios realmente funcionam? Têm efeitos colaterais? Qual a diferença dessas cápsulas para os suplementos? Para responder a essas e outras questões, Marie Claire conversou com experts no assunto.
Pílulas resolvem quando aliadas a outros cuidados
A precursora das pílulas de beleza
Uma nutricionista francesa chamada Marie Béjot pregava que a alimentação e a suplementação eram importantíssimas para a beleza. Em 1985, ela fundou a Oenobiol e lançou uma cápsula que prometia melhorar a hidratação da pele. Atualmente, a Oenobiol está presente em mais de 20 países e vende uma variedade de pílulas: para afinar as coxas, reduzir olheiras, emagrecer.
Aqui no Brasil não são encontrados produtos dessa marca e as opções são menores do que na Europa ou na América do Norte. A entrada dessas pílulas é dificultada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que em alguns casos exige testes extras de eficácia — pagos e feitos em instituições indicadas pela agência —, além daqueles feitos no exterior, e determina que cada componente da fórmula não ultrapasse a Ingestão Diária Recomendada (IDR). O índice determina a quantidade de vitaminas e minerais que uma pessoa deve ingerir diariamente.
“Muitas das cápsulas comercializadas lá fora extrapolam os valores de IDR brasileiros e só conseguiriam chegar às farmácias nacionais se mudassem a formulação (o que às vezes acontece) ou fossem incluídas na categoria de medicamentos”, explica o cosmetólogo Maurício Pupo. “Para muitos nutrientes, a IDR é tão baixa que não corrige deficiências e não produz efeitos benéficos no organismo.” É curioso. A Anvisa estabelece um nível mais alto de rigor que a Colipa ou a FDA, órgãos responsáveis pela fiscalização de cosméticos na Europa e nos Estados Unidos, respectivamente. A exigência para requerer o registro é tão grande que muitas marcas desistem de entrar no país ou, quando conseguem, seus produtos chegam com atraso em relação à Europa, aos Estados Unidos e até à Argentina.
Mesmo com essa marcação, o mercado de nutricosméticos é um sucesso no Brasil. Embora alguns itens já se encaixassem nessa denominação antes de 2008, foi naquele ano que o segmento se expandiu, motivado pela chegada do Innéov Fermeté. A marca Innéov foi lançada na Europa em 2002, quando a L’Oréal e a Nestlé se uniram para desenvolver pílulas. A primeira a chegar aqui foi a Fermeté, com a promessa de atenuar rugas. Em seis meses, o Brasil se tornou o maior consumidor mundial do produto.
Como elas agem e funcionam
São chamados nutricosméticos produtos de uso oral ricos em nutrientes, especialmente antioxidantes, e que se baseiam no conceito de beleza de dentro para fora. Embora a Anvisa não reconheça esse termo e classifique as pílulas como suplementos alimentares, ele é muito usado por profissionais da área e mesmo por consumidores. Vitaminas, minerais, óleos, proteínas e extratos são algumas das substâncias que compõem os nutricosméticos. “Todos os componentes devem ser derivados de alimentos, caso contrário o produto passa a ser considerado medicamento”, diz Maurício Pupo. A composição também é o que diferencia essas pílulas daqueles suplementos mais antigos, que traziam o nome da substância em destaque na embalagem, como betacaroteno ou colágeno.
A fórmula dos nutricosméticos combina não apenas um, mas uma série de substâncias benéficas para uma determinada parte do corpo. Eles agem repondo algum elemento que esteja em falta no organismo ou ainda de forma preventiva. É o caso das cápsulas indicadas para tratar rugas. Ricas em antioxidantes, elas prometem melhorar a pele e combater novas linhas.
Para a dermatologista Denise Steiner, de São Paulo, o surgimento desses produtos está ligado às novas demandas da vida moderna, mais estressante e atribulada do que há 20 anos. “Muitas pessoas não conseguem suprir a necessidade de vitaminas e minerais apenas por meio da alimentação e precisam de suplementação”, diz. Além disso, o ar está mais poluído, a vida corrida, e as refeições com muitos itens industrializados. Tudo isso contribui para que o organismo fabrique mais radicais livres e acelere o processo de envelhecimento. “O consumo de açúcar, que hoje é alto, é outro agravante”, afirma Maurício Pupo. “Tanto o branco quanto o mascavo estimulam a glicosilação, processo que destrói o colágeno e a elastina e favorece o surgimento de rugas.”
A melhor forma de se consumir açúcar de maneira saudável é por meio dos cereais integrais e das frutas.
Pesquisas só de laboratório
Para quem se identificou com o estilo de vida contemporâneo, as pílulas de beleza são boas aliadas. No entanto, diferentemente da fonte da juventude, elas não fazem milagre. “É uma ajuda”, diz Denise Steiner. “Mas não dá para dispensar dieta equilibrada, exercícios, cremes e protetor solar.” O argumento daqueles que encaram a novidade com desconfiança é de que não há pesquisas independentes que comprovem a eficácia desses produtos, apenas estudos feitos pelos fabricantes.
Embora a ciência não ofereça 100% de segurança, os consumidores aprovam os nutricosméticos. Na Europa, o setor movimenta cerca de 3 bilhões de euros. De acordo com a L’Oréal, em quatro anos o mercado brasileiro triplicou. Em 2008, um em cada dois dermatologistas receitava esse tipo de produto. Hoje, 77% dos profissionais o prescrevem.
Antes de incluir as cápsulas na sua rotina de beleza, é importante procurar um dermatologista ou nutricionista. As contraindicações são raras, mas há fatores a serem levados em conta. Se outro médico receitou suplementos, por exemplo, você pode acabar sofrendo com excesso de algum nutriente. “É preciso também analisar a raiz do problema. Se um paciente com algum distúrbio que leva à perda do cabelo toma uma pílula de beleza para remediar, não vai notar diferença, pois não estará combatendo a doença”, afirma Denise Steiner. Denise Steiner (CRM 36505)
Fonte: Marie Claire
Não há dúvida de que as promessas são tentadoras. Mas esses remédios realmente funcionam? Têm efeitos colaterais? Qual a diferença dessas cápsulas para os suplementos? Para responder a essas e outras questões, Marie Claire conversou com experts no assunto.
Pílulas resolvem quando aliadas a outros cuidados
A precursora das pílulas de beleza
Uma nutricionista francesa chamada Marie Béjot pregava que a alimentação e a suplementação eram importantíssimas para a beleza. Em 1985, ela fundou a Oenobiol e lançou uma cápsula que prometia melhorar a hidratação da pele. Atualmente, a Oenobiol está presente em mais de 20 países e vende uma variedade de pílulas: para afinar as coxas, reduzir olheiras, emagrecer.
Aqui no Brasil não são encontrados produtos dessa marca e as opções são menores do que na Europa ou na América do Norte. A entrada dessas pílulas é dificultada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que em alguns casos exige testes extras de eficácia — pagos e feitos em instituições indicadas pela agência —, além daqueles feitos no exterior, e determina que cada componente da fórmula não ultrapasse a Ingestão Diária Recomendada (IDR). O índice determina a quantidade de vitaminas e minerais que uma pessoa deve ingerir diariamente.
“Muitas das cápsulas comercializadas lá fora extrapolam os valores de IDR brasileiros e só conseguiriam chegar às farmácias nacionais se mudassem a formulação (o que às vezes acontece) ou fossem incluídas na categoria de medicamentos”, explica o cosmetólogo Maurício Pupo. “Para muitos nutrientes, a IDR é tão baixa que não corrige deficiências e não produz efeitos benéficos no organismo.” É curioso. A Anvisa estabelece um nível mais alto de rigor que a Colipa ou a FDA, órgãos responsáveis pela fiscalização de cosméticos na Europa e nos Estados Unidos, respectivamente. A exigência para requerer o registro é tão grande que muitas marcas desistem de entrar no país ou, quando conseguem, seus produtos chegam com atraso em relação à Europa, aos Estados Unidos e até à Argentina.
Mesmo com essa marcação, o mercado de nutricosméticos é um sucesso no Brasil. Embora alguns itens já se encaixassem nessa denominação antes de 2008, foi naquele ano que o segmento se expandiu, motivado pela chegada do Innéov Fermeté. A marca Innéov foi lançada na Europa em 2002, quando a L’Oréal e a Nestlé se uniram para desenvolver pílulas. A primeira a chegar aqui foi a Fermeté, com a promessa de atenuar rugas. Em seis meses, o Brasil se tornou o maior consumidor mundial do produto.
Como elas agem e funcionam
São chamados nutricosméticos produtos de uso oral ricos em nutrientes, especialmente antioxidantes, e que se baseiam no conceito de beleza de dentro para fora. Embora a Anvisa não reconheça esse termo e classifique as pílulas como suplementos alimentares, ele é muito usado por profissionais da área e mesmo por consumidores. Vitaminas, minerais, óleos, proteínas e extratos são algumas das substâncias que compõem os nutricosméticos. “Todos os componentes devem ser derivados de alimentos, caso contrário o produto passa a ser considerado medicamento”, diz Maurício Pupo. A composição também é o que diferencia essas pílulas daqueles suplementos mais antigos, que traziam o nome da substância em destaque na embalagem, como betacaroteno ou colágeno.
A fórmula dos nutricosméticos combina não apenas um, mas uma série de substâncias benéficas para uma determinada parte do corpo. Eles agem repondo algum elemento que esteja em falta no organismo ou ainda de forma preventiva. É o caso das cápsulas indicadas para tratar rugas. Ricas em antioxidantes, elas prometem melhorar a pele e combater novas linhas.
Para a dermatologista Denise Steiner, de São Paulo, o surgimento desses produtos está ligado às novas demandas da vida moderna, mais estressante e atribulada do que há 20 anos. “Muitas pessoas não conseguem suprir a necessidade de vitaminas e minerais apenas por meio da alimentação e precisam de suplementação”, diz. Além disso, o ar está mais poluído, a vida corrida, e as refeições com muitos itens industrializados. Tudo isso contribui para que o organismo fabrique mais radicais livres e acelere o processo de envelhecimento. “O consumo de açúcar, que hoje é alto, é outro agravante”, afirma Maurício Pupo. “Tanto o branco quanto o mascavo estimulam a glicosilação, processo que destrói o colágeno e a elastina e favorece o surgimento de rugas.”
A melhor forma de se consumir açúcar de maneira saudável é por meio dos cereais integrais e das frutas.
Pesquisas só de laboratório
Para quem se identificou com o estilo de vida contemporâneo, as pílulas de beleza são boas aliadas. No entanto, diferentemente da fonte da juventude, elas não fazem milagre. “É uma ajuda”, diz Denise Steiner. “Mas não dá para dispensar dieta equilibrada, exercícios, cremes e protetor solar.” O argumento daqueles que encaram a novidade com desconfiança é de que não há pesquisas independentes que comprovem a eficácia desses produtos, apenas estudos feitos pelos fabricantes.
Embora a ciência não ofereça 100% de segurança, os consumidores aprovam os nutricosméticos. Na Europa, o setor movimenta cerca de 3 bilhões de euros. De acordo com a L’Oréal, em quatro anos o mercado brasileiro triplicou. Em 2008, um em cada dois dermatologistas receitava esse tipo de produto. Hoje, 77% dos profissionais o prescrevem.
Antes de incluir as cápsulas na sua rotina de beleza, é importante procurar um dermatologista ou nutricionista. As contraindicações são raras, mas há fatores a serem levados em conta. Se outro médico receitou suplementos, por exemplo, você pode acabar sofrendo com excesso de algum nutriente. “É preciso também analisar a raiz do problema. Se um paciente com algum distúrbio que leva à perda do cabelo toma uma pílula de beleza para remediar, não vai notar diferença, pois não estará combatendo a doença”, afirma Denise Steiner. Denise Steiner (CRM 36505)
Fonte: Marie Claire
Enquanto o amor não vem
"Sem dúvida alguma sabemos que a maior parte da Humanidade está vivendo sob a expectativa do tempo da chegada, da descoberta do Amor, para cessar essa busca de si e do amor que se deseja.
Iyanla foi o maior fenômeno editorial de 1998 e ainda hoje tem seu livro procurado e comentado nos meios literários.
Este livro vem lhe mostrar que vale a pena esperar porque o Amor esperado vai chegar, mais dia menos dia. O bonito e poético dessa narrativa é a forma como nos apercebemos do quanto podemos fazer por nós enquando esperamos esse Amor.
Enquanto esperamos esse Amor, aprendemos a nos amar melhor, aprendemos que só com essa fonte amorosa que temos dentro de nós, é que vamos evoluir e poder sim, reconhecer o tão esperado Amor, tão logo nos defrontemos com ele.
É um caminho maravilhosamente bem cuidado, com acontecimentos que nós vamos aprender a reconhecer e deliberadamente escolher como o melhor.
Iyanla nos ensina os diversos patamares de nosso inconsciente e nos diz de forma tão amiga o quanto é importante a gente manter em ambientes separados os nossos medos, dúvidas, mágoas, alegrias, para que na medida que os formos separando, também sabemos a quanto estamos do nosso Amor".
Foram mais de 4 milhões de livros vendidos nos Estados Unidos. No Brasil ele continua nas vitrines.
Iyanla foi o maior fenômeno editorial de 1998 e ainda hoje tem seu livro procurado e comentado nos meios literários.
Este livro vem lhe mostrar que vale a pena esperar porque o Amor esperado vai chegar, mais dia menos dia. O bonito e poético dessa narrativa é a forma como nos apercebemos do quanto podemos fazer por nós enquando esperamos esse Amor.
Enquanto esperamos esse Amor, aprendemos a nos amar melhor, aprendemos que só com essa fonte amorosa que temos dentro de nós, é que vamos evoluir e poder sim, reconhecer o tão esperado Amor, tão logo nos defrontemos com ele.
É um caminho maravilhosamente bem cuidado, com acontecimentos que nós vamos aprender a reconhecer e deliberadamente escolher como o melhor.
Iyanla nos ensina os diversos patamares de nosso inconsciente e nos diz de forma tão amiga o quanto é importante a gente manter em ambientes separados os nossos medos, dúvidas, mágoas, alegrias, para que na medida que os formos separando, também sabemos a quanto estamos do nosso Amor".
Foram mais de 4 milhões de livros vendidos nos Estados Unidos. No Brasil ele continua nas vitrines.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
LIVRO sobre PELE
“Nos meus dez anos de pesquisa e atendimento a pacientes na Universidade de Miami (Flórida – Estados Unidos), percebi que existem dois problemas importantes: as pessoas estão enganadas quanto ao seu tipo de pele e, conseqüentemente, usam produtos errados para o seu cuidado" Leslie Baumann
Assinar:
Postagens (Atom)



